Miséria
por Marcos Figueira. Tempo estimado de leitura: cerca de 1 minuto.
Aqueles que acreditam na erradicação da miséria no Brasil, conforme explorado pela então candidata Dilma Rousseff durante a campanha presidencial, considerem o seguinte:
A distribuição de riquezas da sociedade está representada graficamente em uma pirâmide social. No topo da pirâmide estão os mais ricos, em sua base, os mais pobres e, obviamente no meio, situam-se as classes médias.
A afirmativa da Dilma que vai acabar com a miséria nesse País é, ou ingênua ou enganosa, mas certamente uma impossibilidade matemática, visto que não existe pirâmide sem base. Sempre haverão brasileiros na base da pirâmide social (os mais pobres).
Mas a questão fundamental é que, o governo Lula nunca ousou mexer com o topo da pirâmide. Como ele mesmo disse: ” os banqueiros nunca ganharam tanto dinheiro como no meu governo”.
Sendo assim, se o topo da pirâmide não é uma variável, para que a equação possa ser resolvida, deverão ser instauradas políticas em que as “riquezas” das classes médias sejam somadas às “riquezas’ das classes mais pobres e então dividir esse somatório.
Mais além, como as classes menos privilegiadas são muito mais numerosas, a perda das classes médias serão ainda muito maiores.
É um clássico princípio econômico: para alguém ganhar, alguém tem que perder.
A alternativa paliativa seria a diminuição dos gastos públicos, que possibilitaria a diminuição das taxas de juros que somado a uma futura política de incentivos às pequenas e médias empresas poderia levar a maior produção de riquezas. Só então se poderia pensar em diminuir a pobreza e a miséria no País sem o sacrifício de classes que já vem sendo penalizadas ao longo de tantos anos.
